Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Relatório final do projecto

 

 

Em seguimento do pedido do CCC, para que postássemos os nossos relatórios, aqui está ele. Um pouco extenso, é verdade, com repetições para quem desde o início acompanhou o nosso blog, mas é o nosso relatório, tal e qual como o enviámos para o CCC.

Mais uma vez, as nossas desculpas pelo tamanho do bicho!

 

"1. Introdução

A constituição do grupo de trabalho (Érica Ramos, Inês Lebreaud, Liliana Coimbra, Melodie Mendes, Liliana Novais) fez-se de forma fácil, devendo-se esta união entre os elementos do grupo de trabalho já usual em anteriores anos lectivos e anteriores projectos de trabalho.

Quando surgiu a necessidade de optar por um tema de trabalho e após algumas propostas surgirem em cima da mesa, acabámos por optar pelo projecto de realização de um documentário subordinado ao tema da arte pombalense. Os critérios para esta escolha assentaram sobretudo no facto de nos ser pedido o projectar de algo que realmente nos fosse agradável fazer, e, sendo todas nós alunas de Artes Visuais é obvio o interesse pelo tema. Além disso, surgiu-nos de imediato o objectivo de concepção de um documentário, baseado no mais íntimo da arte que se faz na nossa cidade, dando-nos a oportunidade de conhecer e explorar áreas artísticas que nunca tivéramos oportunidade de experimentar, ou se o fizéramos, teria sido de forma bastante limitada e primária.

 

2. O carácter do Trabalho de Projecto

Em resumo, o projecto ambicioso a que nos comprometemos para este ano lectivo de 2007-08 assentava então em:  

Investigar onde, como e por quem é feita a arte na nossa Cidade.

Isto é, explorar o que, infelizmente, não salta na nossa cidade muito à vista, mas que se sabe existir, reflectindo assim o que acontece também um pouco pelo país fora; descobrir as tocas onde se esconde, descobrir os pontos de vista de quem faz a arte, as dificuldades com que se depara, os recursos existentes na cidade para que as suas obras sejam possíveis, a existência ou não de fontes de inspiração no meio urbano Pombalense...

 

Foi este mesmo mergulho e busca pela essência do interior da cidade, que deu a consistência necessária à escolha, do nome Noz, para baptismo do grupo. Pombal pareceu aos nossos olhos assemelhar-se ao fruto seco com o seu conteúdo nutritivo escondido pela casca seca.

 

3. Metodologia e Procedimentos

Na sequência da ideia deste projecto, tivemos conhecimento de um concurso para as turmas de Área de Projecto do 12.º ano, a ser organizado pela Universidade de Aveiro e que pretendia, dos grupos de alunos concorrentes uma participação activa, como vista à melhoria da vida da sociedade das cidades onde se inserem, fosse esta participação a nível social, político, ambiental, cultural ou outro.

Achando nós que o nosso projecto estava enquadrado nos critérios do concurso – em consequência da nossa vontade de causar diferença na vida cultural da nossa cidade -, inscrevemo-nos, pela Internet, e procedemos à criação de um blog, conforme era das normas daquele projecto: nozdoc.blogs.sapo.pt , onde deveríamos actualizar frequentemente a informação relativa ao nosso trabalho projecto.

 

As bases para a concretização do projecto assentavam, sobretudo, em trabalho de campo (entrevistas várias; captação de imagem, quer fotográfica, quer audiovisual) mas também em bastante investigação e trabalho prévios.

Desde logo nos surgiu uma lista considerável de possíveis entrevistados para o documentário da qual constavam arquitectos premiados, músicos jovens e mais experientes, professores da área artística, comerciantes de arte, estudantes de cinema e fotografia, fotógrafos profissionais, pintores, escritores, o responsável municipal pelo pelouro da cultura, o Presidente da Câmara Municipal - Eng. Narciso Mota… Todos aqueles que, na nossa opinião, a prestação seria útil para a concretização do documentário.

 

3.1. Dificuldades, imprevistos e outros dramas

Elaborámos também de imediato uma listagem dos recursos indispensáveis à concretização do projecto objectivado e logo aí nos deparámos com um problema que seria a falta de um aparelho de captação audiovisual, indispensável portanto. Sabendo da existência de pelo menos uma câmara de filmar profissional na escola, dirigimo-nos de imediato ao Conselho Directivo da Escola a fim de solicitar o dito aparelho, mas percebemos que este não nos poderia ser facultado uma vez que, ao chegarmos, desde logo nos informaram que na sequência de um furto ocorrido na escola ao iniciar do ano lectivo, a tal câmara havia sido roubada – a par com outros recursos (câmaras fotográficas digitais, gravadores áudio, computadores portáteis).

Esta foi uma das maiores dificuldades que encontrámos ao tentar iniciar o nosso projecto, que ainda mal se erguera e via-se já de pernas cortadas.

Seríamos obrigadas a utilizar câmaras analógicas com alguns anos de vida e fraca qualidade de imagem, mas que, por serem propriedade, uma da Melodie e outra da Érica, eram as únicas a que tínhamos acesso.

Ao mesmo tempo, uma outra complicação nos surgia. Esta, sem quaisquer consequências directas na execução do nosso projecto mas, ainda assim, com impacto no grupo: por algumas vezes o grupo foi solicitado a participar em sessões de esclarecimento acerca do concurso, o que seria, não só do nosso interesse, mas também do da escola. O que acontece é que se por um lado a escola tinha interesse no nosso deslocamento até às ditas sessões, por outro lado, não nos facilitava essa ida uma vez que não éramos dispensadas das aulas para estarmos presentes nessas ocasiões, razão pela qual nunca chegámos a marcar presença nas sessões de esclarecimento e convívio das Cidades Criativas.

Em relação às tarefas respeitantes a cada elemento do grupo, estas estavam, neste momento do projecto, pouco definidas em termos de prioridades e fases, bem como da distribuição das mesmas. A distribuição de tarefas no verdadeiro sentido da palavra, foi apenas posta em prática pela primeira vez no final do primeiro período, quando foi necessária a entrega de vários elementos de avaliação, na escola e no CCC e, ainda assim, essa divisão foi apenas feita em alguns casos, em que o número de tarefas obrigava a tal.

Ainda durante o primeiro período, procedemos ao inicio da elaboração do argumento, utilizando o método de brainstorming e fazendo uma teia de ligações entre os intervenientes do nosso documentário.

Após ter terminado esse primeiro período e perante um trabalho com alguns problemas de organização, essencialmente devido à má gestão e divisão dos trabalhos, que necessitavam ser resolvidos, vimos necessidade de um encontro no âmbito de Área de Projecto, nas férias do Natal.

Planificaram-se tarefas a curto prazo, o desenvolver do argumento e os contactos urgentes, redefiniram-se, reorganizaram-se e distribuíram-se tarefas a longo prazo. O objectivo desta nova definição e distribuição de tarefas era que todos os membros tivessem uma participação activa no máximo de áreas de trabalho possíveis, consistindo estas:

- Desenvolvimento do argumento, a cargo da Melodie e da Inês, (apesar desta ser  inicialmente uma tarefa de todo o grupo, desde cedo ambas haviam mostrado maior facilidade neste aspecto);

- Estabelecimento dos contactos, a cargo da Érica e da Liliana Novais;

- Elaboração do blog, responsabilidade da Liliana Coimbra, Melodie e Inês;

- Organização do dossier, competência da Érica e da Liliana Coimbra;

- Projecção e concretização das entrevistas prévias, função da Érica e da Liliana Novais;

- Responder aos e-mails das cidades criativas, encargo da Liliana Coimbra e da Inês;

- Controlo de câmara, funções da Érica e da Liliana Novais;

- Realização, competência da Inês e da Melodie;

- Luz e fotografia, atribuídas à Liliana Coimbra;

e cenografia e trabalho gráfico, à responsabilidade da Liliana Novais e da Melodie.

 

Esta reunião, embora já concretizada com o intuito de alterar a nossa metodologia de trabalho, veio a ter bem mais impacto no nosso projecto do que poderíamos inicialmente pensar. Daqui para a frente, o empenho na concretização deste sonho foi-se tornando crescente, chegando nós a atingir ritmos de trabalho que certamente não imaginaríamos no momento em que nos juntámos para a concretização de um projecto de escola.

Quando as aulas se iniciaram e durante as mesmas, dividimo-nos em duas tarefas principais: o desenvolvimento do argumento e a organização do dossier, a segunda com apoio da Liliana Novais.

Logo na segunda semana, optámos por adquirir uma agenda colectiva, visto ser mais prática e imediata que as anotações em computador, e por escolher um dia – quinta-feira, à tarde – para reuniões de grupo semanais.

Também por essa altura, a Inês e a Melodie foram obrigadas a rever todo o argumento. Aquele que seria o elemento principal do documentário mostrou-se impedindo de qualquer colaboração devido a actividades universitárias e foi necessário que se debruçassem sobre o argumento e o reestruturassem, optando por novas direcções.

Após analisarem a lista de contactos e o argumento, pareceu-lhes que o melhor seria utilizar o TAP (Teatro Amador de Pombal) como ideia central e fonte de ligações a outros. O argumento podia ser algo modificado nesse sentido mas tornava-se ainda mais urgente o contacto com o grupo de teatro.

Por motivos ligados ao apoio à vida escolar, quatro dos cinco membros do grupo viram-se incapacitados, não só de continuarem a reunir-se às quintas-feiras, para AP, como também, devido a incompatibilidades, de escolher qualquer outro dia da semana para tal.

Também por impossibilidade de transporte após as 18 horas registaram-se grandes dificuldades de dois elementos do grupo, de comparecerem a reuniões marcadas com os entrevistados ou potenciais.

No contacto estabelecido com a directora do TAP soubemos do projecto prestes a iniciar-se e nunca antes concretizado pelo grupo de teatro, que consistia na escolha de um texto a ser depois representado por novos talentos seleccionados num casting e com posterior formação teatral pelos elementos do TAP. A ideia de acompanhar o projecto no documentário agradou a ambas as partes.

Perante a oportunidade de podermos centrar o nosso documentário no novo projecto do Teatro Amador de Pombal, outro entrave surgiu no argumento. Da primeira vez que alteraram o documentário, a Melodie e a Inês supunham que o projecto do grupo de teatro seria algo mais simples e mais fácil de acompanhar. As cenas estavam organizadas para o acompanhamento de um dos seus projectos habituais: escolha, encenação, representação e actuação final de uma peça de teatro. Com um projecto mais complexo, com maior duração e estruturado em fases, era exigido ao próprio argumento que suportasse essa complexidade e que desse ao TAP mais espaço, usando espaço que estava reservado a outros.

Num diálogo entre todos os elementos do grupo, decidimos excluir alguns contactos que eram mais complicados de inserir no argumento assim como de desenvolver e colocaram-se outros em dúvida, não se chegando a uma conclusão final. A estrutura do argumento foi mais uma vez estudada e foram até rabiscadas algumas ideias em papel, não chegando a tomar forma no documento virtual.

Segunda a directora do TAP (Catarina), o grupo de teatro estava até entusiasmado com a nossa proposta de documentar o seu novo projecto. Com as suas reuniões a realizarem-se às sextas-feiras, às 21h30 no “Riva-azur”, passando depois para a sala de ensaios do Teatro-Cine, e aos sábados, às 15h30, com a mesma sequência de locais, o nosso grupo foi convidando a participar nessas reuniões a partir dali.

 

3.2. Opções e fundamentações técnicas

Pretendíamos comparecer à reunião, ainda que sem o elemento encarregue da luz e fotografia e de outro encarregue do controlo de câmara, ficando a Érica encarregue da câmara de filmar. Assim, o grupo iria utilizar a câmara caseira da Érica, por falta de encontrar melhor, e o seu tripé. No entanto, por divergência familiares, também a Érica se mostrava impedida de comparecer a qualquer das reuniões – de sexta ou de sábado – assim como de fornecer a câmara ao grupo.

Estava então decidido, ainda que involuntariamente, que apenas a Inês e a Melodie iriam comparecer, filmando a reunião com a câmara caseira da segunda e sem tripé.

Surgiu, nesta altura, outro problema. Ao deslocarem-se à “Foto Cardal” para adquirirem as cassetes de que iriam necessitar, foram informadas de que cada cassete de 90minutos – que mais tarde descobrimos que se reduziam a 60 pelo modo de filmagem – custava ente €7 a €8. Para cada reunião de 6 horas seriam necessárias 4 cassetes, supostamente, o que equivalia a um gasto de, no mínimo, €28.

Sem possibilidade de ter informação para resolver o problema a tempo de comparecerem à reunião de sexta, a Inês e a Melodie acabaram por comprar apenas duas cassetes – segundo fonte próxima do grupo seria suficiente devido há existência de muitas pausas e de muita informação não essencial. Na reunião, assistiu-se e filmou-se a leitura para escolha de um texto dramático e a discussão sobre os possíveis caminhos a serem tomados para a sua encenação.

Com o começo das filmagens, apercebemo-nos de que a divisão de tarefas não era funcionável, precisamente por todos os elementos trabalharem em áreas distintas simultaneamente e pelas ligações internas de trabalho cruzadas. De novo, voltamos a definir e a reestruturar a atribuição de tarefas. Decidimos, ainda, que caso existisse mesmo essa necessidade haveria colaboração em tarefas que não as que nos foram individualmente designadas e que as reuniões exteriores à escola passarão a ser apenas marcadas entre os grupos internos de trabalho, fora alguma possível excepção, aproveitando as aulas para trocas cruzadas de informação e decisões relativas a todo o grupo Noz e ao nosso projecto.

Por esta altura, a Liliana Coimbra estava a desenvolver o blog do grupo, que, desde que fora criado, no âmbito do Concurso das Cidades Criativas, estava um pouco descuidado, vendo-se agora visualmente mais trabalhado e mais completo a nível informativo.

Surgiram-nos, também nesta altura, duas dúvidas, que precisávamos esclarecer com calma, daí terem-se arrastado durante algum tempo. Estas, consistiam na nossa permanência no concurso Cidades Criativas e na compra ou não de uma câmara de filmar digital por parte de um dos elementos do nosso grupo, agora que já estávamos num estado considerável das filmagens – e a qualidade de imagem seria uma diferença demasiado notória - e que depois deste trabalho teria pouco uso, mas que traria, de facto, muitas facilidades monetárias ao grupo, e seria muita mais prática a nível de visionamento e gravação em DVD das imagens captadas. No entanto, a dúvida foi-se arrastando por demasiado tempo, acabando por se tornar inconcebível, tendo em conta a quantidade de imagens de qualidade amadora já captadas, a ideia de trocar de câmara.

Quanto ao Concurso das Cidades Criativas, e por pensarmos que gostariamos de ver o nosso projecto com o máximo de divulgação possível, optámos por permanecermos e irmos respondendo, sempre que nos fosse possível, à solicitações da Universidade de Aveiro.

 

3.3. Saberes (ou não saberes), saberes-fazer (ou não…)

O argumento estava a precisar de ser novamente recomeçado e, embora Inês e a Melodie tivessem ideias para tal, a digitalização ia sendo adiada. Isto, porque as tentativas iam-se já acumulando e sempre sem bons resultados, por dificuldades e falta de conhecimentos na área. Inês optou, finalmente, por fazer uma pesquisa na internet, deparando-se com o documento em pdf, escrito por Barry Hampe, “Escrevendo um Documentário”, ficheiro o qual passou imediatamente à Melodie, através do Messenger.

Com esse mesmo documento, puderam-se dar-se conta dos erros cometidos até aí e que as havia impedido de escrever o argumento com sucesso: dada a natureza do documentário, não podia ser escrito um argumento, mas sim um tratamento.

As filmagens do TAP mantiveram-se durante todo este tempo, sempre às sextas-feiras, às 21h30 e aos sábados, às 15h30, primeiro no café “Riva-azur” e depois no Teatro-Cine. No mês de Fevereiro, a Inês e a Melodie acompanharam o grupo de teatro amador nos castings, na escolha do texto a dramatizar e no começo da formação teatral da Carolina, da Sónia, da Karine e do Leo, os novos membros do TAP, e até uma representação de uma peça anterior a este projecto – “Navegar” –, no Salão Paroquial de Carnide.

No mesmo período, contactamos os membros da banda musical MCE (My Cubic Emotion) e soubemos que esta estaria parada durante o mês de Março para a pré-produção de um novo EP e que dariam o seu último concerto na sexta-feira seguinte. Assim, no mesmo 29 de Fevereiro em que foi terminado o tratamento, a Melodie e a Inês separaram-se, sendo que, se a primeira manteve a rotina da presença no ensaio do TAP, a segunda, lado a lado com Liliana Novais, deslocou-se até à ADAC para as primeiras filmagens da banda. Após uma pequena intervenção de Rodolfo Jaca, guitarrista da banda, e várias conversas com a equipa de apoio ao concerto, elas conseguiram, até, uma entrevista – feita pela Liliana Novais com a ajuda da Liliana Coimbra, que chegara entretanto - com Vasco, vocalista da banda internacionalmente conhecida, More than a Thousand, sobre eles próprios e a sua opinião acerca dos MCE.

Também contactamos com muito sucesso a banda 5mog e eles convidaram o grupo a aparecer e filmar um concerto seu.

Embora já anteriormente tivessem surgido problemas, haviam estes sido essencialmente de cariz financeiro e, embora causassem algum transtorno à Inês e à Melodie, que tinham de adiantar o dinheiro para as cassetes, nenhum se havia comparado a este. No dia seguinte ao concerto, quando a Inês quis visionar o que filmara nessa noite, o transformador da câmara de filmar, que estava sem bateria, rebentou.

Ainda assim, as filmagens do TAP permaneceram sempre, nos mesmos dias, às mesmas horas, agora com a câmara da Érica no lugar da da Melodie, e, terminada a formação dramática dos novos membros, a Rita e o Humberto – formadores e encenadores desta peça, em concreto – apresentaram o texto aos formandos e começaram a trabalhar na concepção dramática dos personagens.

 

Nesta altura, além do blog, era já desenvolvido – também ao cargo da Liliana Coimbra – um Myspace de grupo, com o objectivo da divulgação do projecto.

No dia 14 de Março, as aulas do 2.º Período acabaram e nós deslocámo-nos até Lloret de Mar, em viagem de finalistas. No entanto, ainda que estivessem de férias, houve oportunidade de dedicar algum tempo a Área de Projecto e a Melodie, a Liliana Coimbra e a Inês aproveitaram a sua ida a Barcelona para adquirir, após sugestão da primeira, um CD para a banda sonora do documentário. Também durante esta semana, a Liliana Novais recebeu uma mensagem de um dos membros dos MCE, para que o grupo comparecesse, nesse mesmo dia, a um ensaio seu, o que, obviamente, não foi possível.

Mal regressámos, voltámos ao trabalho. Ainda durante as férias da Páscoa, a Melodie e a Inês voltaram às filmagens. Tendo em conta os dias livres, aproveitaram para filmar a cidade - de dia e de noite – e, nessa sexta-feira, deu-se o tal ensaio assistido dos MCE, marcado pela Liliana Novais.

Nesse mesmo ensaio, registaram imagens de uma das fases do processo de pré-produção do EP, com a presença de um sonoplasta e ajustes de som. Terminado o ensaio, João Correia, guitarrista, ofereceu-se não só para levar a Inês a Melodie a casa, como também para dar apoio no processo de edição, pois ele próprio terminara o curso superior de cinema havia uma semana.

 

Entre filmagens e contactos iniciou-se o visionamento colectivo das cassetes e algumas anotações.

Numa dessas reuniões, a Érica deu ao resto do grupo uma notícia que deixou todas atordoadas. Ao que parece, a cassete que continha o concerto dos MCE e a entrevista com o Vasco dos More than a Thousand tinha sido mal digitalizada e ficou sem qualquer som, perdendo o seu uso – a não ser uma ou outra imagem do concerto, com música por cima – e, como a Érica não verificou a gravação antes de dar a cassete à Melodie e à Inês para que estas a reutilizassem – o que acontecera, precisamente, no sábado anterior -, não existia qualquer hipótese de recuperação.

Os contactos foram sendo estabelecidos com o Dr. João Vila Verde da empresa municipal de cultura Pombal Viva, com a Rádio Cardal, com o Dr. Fernando Parreira, Vereador da Cultura da CMP e tentou-se desesperadamente contactar o pintor Naïf João Faria (figura carismática da cidade).

O contacto com João Faria chegou a dar-se, apesar de todas as dificuldades.

Este disse que não voltava a pintar enquanto estivesse tempo de chuva. Caso viesse o sol – o que não se verificou, seriam feitas as gravações. Ficou assim o pintor automaticamente excluído do documentário devido à pressão das datas.

Na Rádio Cardal, Gonçalo Santos facultou-nos um CD com uma gravação ao vivo dos MCE e em estúdio, junto à mesa de som, Gonçalo Santos falou da história da rádio, dos programas, da cultura pombalense e até do papel desta enquanto meio divulgador de eventos e de arte em geral.

 

Entretanto em cerca de duas horas e meia, a Inês explicou ao grupo o que o irmão lhe ensinara no sábado anterior sobre como trabalhar no Première (programa de edição de vídeo), para que elas pudessem iniciar a edição do documentário o quanto antes.

Descobrimos depois de algum tempo a utilizar o programa que este  é extremamente pesado e o portátil da Érica não consegue fazê-lo correr e mesmo no da Liliana, ela não pode ter mais nada ligado, para que a memória RAM do computador se centre apenas naquele programa. Além disse, a Liliana optou por exportar todos os vídeos que cortava, transformando-os em ficheiros extremamente pesados – de vários gigas – e difíceis tanto de gravar como de ler.

 

Devido ao apertar do tempo, urgia fazerem-se as últimas filmagens e, no dia seguinte, a Inês e a Melodie foram até à secretaria levar uma autorização a ser digitalizada e assinada pelo director do conselho executivo, para filmar em espaços semi-públicos, seguindo-se filmagens da cidade de Pombal.

As filmagens do TAP, que haviam retomado, novamente todas as sextas e sábados os ensaios, constituíram um processo extremamente complexo de evolução dramática dos novos membros e o início dos ensaios, já encenados, para a peça que objectivavam, viram o seu fim nesse fim-de-semana.

Com entrevistas preparadas previamente, um por um, Carolina, Sónia, Karine, Leo, Catarina Aveiro e o Humberto e a Rita, deslocaram-se até um dos camarins para serem entrevistados sobre o projecto e sobre o seu papel nele, em concreto. À Catarina (a Directora), pediu-se ainda que respondesse a perguntas extra, sobre o TAP, para que a sua voz pudesse servir como uma espécie de narração das cenas do grupo de teatro, durante o documentário.

As filmagens continuaram. Desta vez, as filmagens com o recurso a um que solucionou a uma ideia que a Inês e a Melodie haviam tido para o início do documentário.

Esta, envolvia alguém a acordar, sendo suposto que esse alguém fosse um dos membros dos MCE. Não entanto, estes puseram demasiados obstáculos e o David acabou por ser a solução ideal. Assim, este levou a Melodie e a Inês até sua casa, em Carnide, onde “acordou” repetidas vezes para a câmara, até a cena ficar perfeita.

As filmagens terminaram terça, 22, com imagens, do Rui Mesquita, dos 5mog, a pôr a filha no carro, pela manhã; do Café Concerto e do Café com Livros, e ainda com a entrevista ao Sr. Vereador Dr. Fernando Parreira.

O tarefa de edição continuava a dar-se com a Liliana Coimbra a passar uma semana inteira em casa da Érica, para que ambas pudessem trabalhar. Apesar disso, o computador da Érica não suporta o programa e por muito que ela estivesse presente, acabava por ser a Liliana a única a mexer no programa e a fazer os cortes. Como esse tempo em casa da Érica não poderia prolongar-se por muito mais, decidiu-se que a Liliana Coimbra passaria trabalhar sozinha na edição. Em compensação, tendo o portátil da Inês mais capacidades, a Liliana pediu-lhe que a auxiliasse com os ecrãs de texto e até com os cortes das filmagens das bandas, de modo a ela conseguir terminar a edição dentro do prazo previsto.

 

Para a apresentação do trabalho final à escola pensamos na realização de uma semana do cinema na Escola Secundária com 3.º ciclo de Pombal, com a exibição do nosso documentário na escola e no Teatro-Cine,

 

No dia 29 de Abril, deu-se algo de inesperado que viria afectar todo o trabalho. Nesse dia de manhã, a Liliana Coimbra pousara as malas ao pé do carro, enquanto ia buscar um guarda-chuva, e a sua mãe, ao tirar o carro, passou por cima de todas elas, inclusive do portátil. Os cristais líquidos do ecrã partiram-se e o portátil, ao fim de ter sido visto por informáticos e após vários telefonemas para a empresa, foi enviado para a Toshiba, para arranjo.

Era necessário esperar o regresso do computador e os calendários ficaram completamente virados do avesso. Ia perder-se pelo menos uma semana, e depois ia ser precisa uma dedicação incomportável com as outras tarefas escolares para a concretização do documentário dentro dos prazos, que podiam ser alargados, devido à Semana do Cinema, mas não muito, fazendo com que a Érica ficasse dependente da edição para a organização do evento.

Pior do que isso, foi que, antes de passada essa semana, quando era suposto a Inês começar a fazer a sua parte do trabalho, mais complexa, agora, devido ao problema da Liliana Coimbra, surgiu, no seu portátil um problema: uma variação de memória livre constante e completamente inexplicável, que se veio a revelar na presença de 27 vírus, todos, consequência de um único, novo e de origem russa.

 

Chegou sexta-feira, 09 de Maio, e sem nenhum dos portáteis estar já em bom estado, voltou a pegar-se, pela terceira e última vez, na planificação a médio prazo da tarefa de edição. O portátil da Inês não estaria apto a trabalhar antes da semana seguinte, a meio da qual voltaria da fábrica – sem funcionar por precisar de uma formatação, embora por esta altura ainda não o soubéssemos – o da Liliana Coimbra.

Assim, restariam cerca de duas semanas para editar mais de 20 horas de filmagens - que até aqui a Liliana tinha apenas separado por dias -, montar todo o documentário, fazer o tratamento de imagem e acrescentar a banda sonora.

 

Era mais do que perceptível que seria impossível terminar o documentário a tempo do final do ano e todas sabíamos que tínhamos de apresentar um trabalho de final de ano. Após a Inês ter chamado a atenção para estes factos, todas concordaram, embora de ar pesaroso e olhos baixos, que era necessária uma solução, que o projecto do documentário, após meses de trabalho, tinha de ser posto e lado.

 

3.4. Plano B

Era necessário um plano B. “Sugestões?” e a Inês sugeriu, então, que o grupo se focasse na Semana do Cinema que Érica tinha idealizado e que se fizesse uma coisa com qualidade, bem organizada, com palestras e inclusive com uma palestra do grupo sobre o seu trabalho de ano. A ideia foi aprovada por unanimidade e, após prometermos a nós mesmas terminar o documentário nas férias do Verão e manter o objectivo da edição no Teatro-Cine, começámos, de imediato, a trabalhar neste novo projecto.

Após uma melhor concepção do projecto, conseguida numa segunda reunião sobre o assunto, optou-se por falar com profissionais do cinema para que dessem palestras na nossa Semana de Cinema, semana que não seria semana e da qual fariam parte apenas algumas exibições de filmes já estreados previamente, tornando-se esta numa Mostra de Cinema, a qual preferíamos, devido aos conteúdos que pretendíamos que tivesse, que, ao invés de na Escola – como tinha sido primeiro pensado – num espaço público de cariz cultural, como o Teatro-Cine de Pombal.

Para as palestras, optámos, após termos também ponderado o convite de um professor da UBI, por convidar Conor Bernard Coughlan, supervisor de efeitos espaciais em filmes como Babel, e Nuno Portugal, jovem realizador que trabalhou com António Ferreira e que está actualmente a trabalhar com a produtora Zed filmes.

Primeiro que tudo, era necessário fazer uma lista de tarefas e distribuí-las, como que comprimindo todo o processo de concretização de um projecto a longo prazo, para um que cuja elaboração não podia demorar mais do que duas semanas.

O mais rápido possível, era necessário:

- contactar o Presidente da Câmara Municipal a fim de pedir a cedência do espaço;

- escolher e adquirir os filmes a serem exibidos durante a Mostra de Cinema;

- fazer a programação horária do;

- contactar os profissionais de cinema para as palestras;

-  conseguir a licença para a mostra pública dos filmes;

- criar o cartaz, o flyer e o vídeo promocional;

- contactar a Rádio Cardal e o Correio de Pombal para que publicitassem o nosso evento;

- conseguir os materiais necessários tanto para as fotografias do cartaz como para as instalações artísticas que planeávamos fazer no átrio da escola e do Teatro-Cine ou outro espaço, cedido pela Câmara Municipal;

- conseguir patrocínios de forma a diminuir as nossas despesas;

- conceber a nossa própria palestra, a decorrer no primeiro dia da Mostra de Cinema, no auditório da nossa escola;

- além de tudo isto, as tarefas já existentes continuavam a precisar de ser executadas: o blog;

 - o Myspace;

-e o portefólio.

Tudo isto em apenas duas semanas!

Das diversas diligências destacamos aqui o dia em que Três de nós acompanhadas pelo João Santos – colega de turma –, para lhes indicar o caminho, se deslocaram de carro, até à Moita do Boi ( terra nos arredores de Pombal).

Isto porque as tentativas de conseguir o contacto do Sr. Coughlan tinham sido frustradas e se sabia apenas que, apesar de irlandês, o supervisor de efeitos especiais tinha casado como uma portuguesa e moravam ali com os seus filhos.

Após alguns imprevistos, as três membros do grupo conseguiram, não só chegar à Moita do Boi, como chegar até casa do convidado a palestrante. Pouco depois de chegar-mos e sem terem obtido resposta do outro lado da porta a que haviamos batido, chegou de carro, a mulher e os filhos de Conor Coughlan. A senhora, após averiguar do marido, explicou-nos que, apesar deste se encontrar em casa, estava a meio de uma conferência telefónica para os EUA, devido a um novo projecto cinematográfico. Durante uma longa conversa, explicámos todo o nosso projecto e o motivo do contacto e trocaram-se impressões sobre cinema, sobre o estado da sétima arte no país e, como não podia deixar de ser, sobre o trabalho de Coughlan. Antes de terminar a conversa, a D. Edite Coughlan, cedeu ainda o seu número de casa, o número de telemóvel, o número de telemóvel do marido e o e-mail do mesmo, para que o pudéssemos contactar – de preferência em inglês -, não fosse ela – palavras da própria - dar qualquer informação errada na tentativa de lhe fazer chegar o recado delas.

 

Ainda nesse dia 15 de Maio, o disco rígido da Melodie, após ser perfurado por uma agulha do sistema, avariou de forma irremediável.

Dia 16, através da Câmara, chegámos à informação de que a licença que precisávamos para a exibição dos filmes nos seria dada pela SPA – Sociedade Portuguesa de Autores -, cuja cede na cidade se encontrava só estava aberta, precisamente às sextas-feiras, até às 16horas. A Liliana Novais e a Inês deslocaram-se até esse mesmo escritório e, após consulta dos decretos de lei, estas foram informadas de que deveríamos pagar €6,50 por cada exibição e, pagos os direitos de autor, foi-lhes entregue a licença para a exibição pública dos filmes, dentro do prazo da Mostra de Cinema.

 

Após uma tentativa frustrada de filmar o vídeo promocional, no dia 18, devido à não existência de câmara, a gravação do vídeo concretizou-se no dia 19.

O objectivo desde vídeo, ideia original da Liliana Coimbra - e ideia da forma de conjugação com os trailers, da Inês – era fazer uma homenagem a Jean-Luc Godard, senhor do cinema da Nouvelle Vague, que, por falta de meios, utilizava uma cadeira de rodas para filmar em movimento.

Para tal, a Liliana Coimbra conseguiu emprestada uma cadeira de rodas e, para uma modernização da ideia, a Inês e a Melodie foram até ao Intermarché, de modo a pedirem emprestado um carrinho de compras.

As filmagens seguiram-se em vários pontos da cidade – em duas ruas junto ao Teatro-Cine de Pombal; no túnel subterrâneo da Estação de Combóio; e na passadeira junto ao edifício do Tribunal -, cada uma delas repetida três vezes, fora enganos, visto a existência de uma única câmara funcional e a necessidade de filmar de diferentes planos.

Mal terminaram as filmagens, a Liliana Coimbra iniciou a edição do vídeo promocional e escolheu para banda sonora uma música dos Dead Combo.

Aproveitando o carrinho de compras estar na posse do grupo, no dia seguinte, a Érica e a Liliana Coimbra utilizaram-no em composições, lado a lado com as televisões já trazidas pelos nossos colegas, a pedido da Érica, e fizeram uma pequena sessão fotográfica de onde resultaram as imagens utilizadas no cartaz e no flyer.

O Mini-Auditório do Teatro-Cine de Pombal foi-nos disponibilizado, nas noites de 28, 29, 30 e 31 de Maio, dentro dos horários que mencionáramos, pelo que pudemos manter a ideia dos dias dedicados, respectivamente, a documentários, curtas-metragens, longas-metragens portuguesas e longas-metragens estrangeiras (de cinema independente, ao gosto do grupo) e ajustou os horários de modo a que fossem exibidos dois filmes por dia, à excepção das curtas-metragens. As palestras, embora ainda não confirmadas, continuaram, como já se pretendia, destinadas a dia 29 e dia 31 e a exibição de Babel marcada para o pós palestra do Coughlan. A Liliana Coimbra comprara, já propositadamente o documentário “Dias de Maio”, o filme estrangeiro “Little Miss Sunshine” – a ser exibido no mesmo dia que Babel – e quatro curtas-metragens portuguesas. Sendo necessário outro filme português a juntar ao “Alice”, a Inês sugeriu o “Esquece tudo o que te disse”, de António Ferreira.

 

A situação do contacto com Conor Coughlan estava bem pior. A necessidade de escrever em inglês um texto explicativo do nosso projecto, aliada às limitações de membros do grupo nesse aspecto e aos trabalhos com a organização que nos mantiam constantemente ocupadas, adiaram a escrita final do e-mail e o seu envio. Felizmente, Coughlan foi extremamente rápido e atencioso a responder e na sexta, dia 23, tínhamos já uma mensagem sua na nossa caixa de entrada, dizendo que estava disponível a participar na nossa mostra – “Yes, I would be pleased to speak at your festival, my Portuguese is really bad so it would have to be English, is that okay?”.

Também no dia 23, o irmão da Inês esteve na FNAC de Coimbra para adquirir as obras cinematográficas a exibir que ainda nos faltavam. Por não encontrar o documentário “Super Size Me”, ele próprio, pegando nos seus conhecimentos de estudante de cinema, sugeriu a compra de uma edição que continha dois documentários de Jean Rouch – pai dos documentários – que marcaram fortemente a sua carreira: “Mestres Loucos” e “Eu, um negro”.

No sábado, dia 24, surgiram notícias sobre a divulgação: o cartaz e o flyer que a Érica fizera estavam impressos e prontos a distribuir, não fosse a chuva - que fez a Inês e a Melodie adiarem a tarefa para segunda-feira, igualmente debaixo de chuva, mas sem se permitirem mais adiamentos -, ainda assim, a Érica e a Inês deslocaram-se até ao Teatro-Cine, onde se realizará o evento, para deixar dois cartazes para afixar e também alguns flyers.

 

No entanto, (uma vez mais, no entanto…) nem todas as notícias foram boas. Durante todo este tempo, a Liliana Coimbra tinha vindo a trabalhar na edição e montagem do vídeo promocional. Os cortes já estavam todos feitos, a montagem estava praticamente completa e ela estava, neste momento, a acrescentar os trailers dos filmes a exibir. Neste sábado, a Liliana deparou-se com um grave problema no disco, que a impedia não só de trabalhar, como também de extrair o trabalho já feito. Após ser examinado numa loja de informática, a Liliana foi informada de que o disco que sobrevivera à roda de um carro, se via agora completamente irrecuperável e sem qualquer uso devido a um simples vírus informático. A Liliana perdeu todo o seu trabalho, o grupo perdeu o vídeo promocional da Mostra de Cinema – entre outros ficheiros, contidos no mesmo disco, relativos ao dossier.

 

Ainda assim, como solução, a Liliana está a trabalhar num pequeno vídeo, muito mais simplificado, à base de imagens estáticas, apenas para que possamos utilizá-lo como tínhamos planeado: na nossa instalação artística, no átrio do Teatro-Cine de Pombal, passando numa de três televisões que estarão “sentadas” num sofá, observando os seres humanos.

E falando na instalação, dir-se-á que estamos com algumas dificuldades. A mostra vai começar esta semana e a ainda não existe sofá nem manequim – supostamente nu, de pé, estático em frente às televisões – para a instalação. A Érica entrou agora em contacto com uma casa de móveis pombalense, para que estes nos disponibilizem um dos seus sofás mais antigos, destinados apenas a exposições públicas de móveis.

A nossa palestra foi já organizada pela Inês e a Melodie e esta última está ainda a tratar do aspecto visual da mesma, à base de diapositivos de power point e objectos como papel, vassoura, pá, tesoura e carrinho de brincar. Para que corra tudo pelo melhor, vamos ainda juntar-nos para um ensaio prévio da mesma.

Resta-nos agora esperar que o nosso trabalho tenha valido a pena e que, ainda que o nosso ambicioso projecto do documentário não tenha sido concluído, consigamos atingir o nosso objectivo de intervir no lado cultural da nossa cidade. E isso, ver-se-á durante esta mesma semana, entre 28 e 31 de Maio, quando e se, da sala de sonoplastia do Mini-Auditório do Teatro-Cine, se avistarem cabeças amontoadas, recostando-se nas cadeiras, para assistirem à nossa Mostra de Cinema.

Quanto ao documentário, esse será, como a nós mesmas prometemos – e promessa nenhuma terá mais força que essa – concluído este Verão e divulgado no Teatro-Cine de Pombal, ainda que já fora do âmbito da disciplina de Área-de-Projecto, apenas como a concretização do sonho."

 

 

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Engendrado Por nozdoc às 23:02
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